De modo geral, a sociedade ainda não trata a bicicleta como um elemento do trânsito. Entretanto, não apenas a legislação e a ética desaprovam esta mentalidade o próprio comportamento dos ciclistas comprova que eles são legítimos filhos do trânsito brasileiro.
Observando as ruas, vemos ciclistas se comportando inadequadamente trafegando na contramão, avançando sobre pedestres, conduzindo com imprudência e se descuidando de acessórios de segurança. Não é incomum vê-los transportando crianças de forma imprópria, com carga excessiva, falando ao celular ou estacionando seus veículos em qualquer lugar.
Com efeito, agindo assim, os pedaleiros não apenas aumentam os riscos para si próprios, mas cometem infrações tipificadas no Código de Trânsito Brasileiro e também, talvez o mais ruim, são usados de forma reducionista, como justificativa para explicar tudo que sucede a todos os cilistas em vias públicas.
Agora é preciso perguntar: em que o comportamento dos ciclistas difere do comportamento dos condutores dos demais tipos de veículo?Qual formação ou instruções obtiveram os ciclistas antes ou após começarem a pedalar? Partamos da admissão de que não são todos os motoristas que barbarizam no trânsito - então, o mesmo deve ser reconhecido a respeito dos ciclistas.
Os ciclistas brasileiros aprenderam a andar de bicicleta no trânsito das cidades brasileiras, portanto absorvem o comportamento do condutor brasileiro, que se caracteriza mais pela disputa por espaço (e tempo) do que pela ocupação compartilhada da via pública, mais pela imposição da força e do status dos seus cilindros do que pelo respeito e cuidado com os elementos mais vulneráveis do trânsito. Todos os usuários das vias públicas foram educados na política ainda prevalecente de oferecer infraestrutura para favorecer os veículos motorizados. O trânsito brasileiro ensina que o cidadão de carro tem mas valor do que anda a pé, de bicicleta e de ônibus.
É preciso que os ciclistas tomem mas cuidado nas ruas, obedeçam a sinalização, trafeguem no sentido do tráfego etc - para o próprio bem deles e para contribuir com a moralização do trânsito. Mas mesmo que a totalidade dos ciclistas amanhã de amanhã passe a respeitar todas as regras, isso não vai resolver o problema nem deles nem da mobilidade urbana, pois o sistema viário é desenhado para os motorizados: largura das ruas, entrada de garagens, vagas de estacionamento, sinalização, semáforos etc; e as curtas vias ciclísticas, nas raras cidades onde elas existem, são de má qualidade e desconectadas. Portanto, em algum momento, se não quiser trafegar na contramão nem furar um sinal vermelho, o ciclista só pode contar com o teletransporte. Bicicletários? - onde? Fiscalização de trânsito? - por quem? Punição para os motoristas criminosos? - desde quando?
Os ciclistas brasileiros não mudarão seu comportamento com as fininhas e buzinadas para "ensiná-los", também não mudarão com as péssimas, efêmeras e ocasionais, apesar de dispendiosas, campanhas de TV. Os ciclistas brasileiros mudarão seu estilo quando o trânsito brasileiro mudar, quando a mentalidade do gestor público mudar, quando houver efetiva penalização de todos os infratores, quando a educação viária tornar-se programa continuado visando o respeito aos frágeis.
As principais organizações e iniciativas individuais pró-ciclismo estão atentas a esta questão e possuem orientações voltadas ao comportamento seguro, legal e ético do ciclista no trânsito, como pode ser visto em seus sítios eletrônicos - mas elas não tem força para atingir toda a massa de ciclistas.Além disso, não cabe a tal segmento tapar os buracos do Estado - educar os ciclistas, fiscalizar as transgressões etc. - , e sim exigir, instrumentando-se de necessários conhecimento, que o Estado cumpra sua função.
A critica da transgressão dos ciclistas não pode esquecer que estamos tratando também com crianças e com adultos ´pouco instruídos e que é preciso nomear aqueles que criaram a tragédia do trânsito brasileiro. A autocrítica dos ciclistas não pode ser feita sem a exigência das demais autocríticas: dos motoristas, que pressionam por mais e mais viadutos; dos gestores públicos, que governam para favorecer os negócios das empreiteiras e concessionárias; da mídia, que implanta no imaginário da superioridade dos motorizados.
O que é chamado de "mau comportamento" do ciclista não deixa de ser uma consequência do jeito brasileiro de tratar o trânsito e o sistema viário, o que está intimamente ligado à sua cultura. A sua crítica pode e deve ser feita, mas por aqueles que agem - naquilo que está ao seu alcance de cada um - para a humanização e sustentabilidade da mobilidade urbana. Ou seja, se a crítica não abordar o modelo de sociedade e não contribuir para a sua transformação, não temos mais do que meras reclamações e acusações.
(Soares, André Geraldo. Revista bicicleta. ECCO, ano 02 - ed. 017 - MAIO - 2012, pág. 20.)
Eu Vou Pedalando Por Ai
domingo, 3 de junho de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
[Momento em Casa] Virtude da gratidão
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quarta-feira, 9 de maio de 2012
[Mural - CVDEE] Em viagem
Olá...
Booom diaaa !!!:)
Como vai vc?! Tudo em paz ?! :)
Que sua quarta-feira seja iluminada de harmonia...
EM VIAGEM
Distribuir, por onde viajar, exortações de alegria e esperança com quantos lhe partilhem o itinerário.
O verdadeiro espírita jamais perde oportunidade de fazer o bem.
*
Tratar generosamente os companheiros do caminho.
A qualidade da fé que alimentamos transparece de toda ação.
Ceder, dentro das possibilidades naturais, as melhores posições nas viaturas aos companheiros mais necessitados.
Um gesto simples define uma causa.
*
Sem esquecer os próprios objetivos, prever com estudo judicioso e minudente os percalços e as metas da viagem.
A previdência exprime vigilância.
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Nas aproximações afetivas, comuns àqueles que viajam, fixar demonstrações de otimismo para que a tristeza não prejudique a obra da confiança.
O otimismo gera paz e simpatia.
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Na atenção devida aos companheiros, cuidar com estima e apreço de todas as encomendas, recados e notícias de que seja portador.
O intercâmbio amigo destrói o insulamento.
*
Não se esquecer do respeito, da gentileza e da cordialidade com que se devem tratar indistintamente funcionários e servidores em veículos, hotéis, repartições e lugares públicos.
Aquele que anda, imprime sinais por onde passa.
(De “Conduta Espírita”, de Waldo Vieira, pelo Espírito André Luiz)
(Texto recebido de Cristiano de Almeida)
Um dia todinho feito de compreensão,
todinho florido de felicidade,
todinho perfumado de amor,
pra vc e todos ao seu redor.
Abraços com carinho
Equipe CVDEE
CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo www.cvdee.org.br
Entrevistas virtuais: sobre diversos temas e com diversos estudiosos da Doutrina Espírita.
http://www.cvdee.org.br/pf_pub.asp
Dúvidas respondidas: sobre diversos temas na visão Espírita
http://www.cvdee.org.br/duv_resp.asp
Artigos - Downloads
Estudos via e-mail: LE, ESE, A Genese, obras de André Luiz, O Céu e O Inferno, LM, Estudos destinados à Família e à Educação no Lar(Educar), Estudos destinados à Evangelização Espírita Infanto-Juvenil e Mocidades(Evangelize).
estudo infantil: aos domingos, 18h30, para teens de 13 até 17 anos; e aos domingos, 17h30, com linguagem para a faixa etária entre 07 e 12 anos. A sala é Espiritismo Net Infanto Juvenil. Aguardamos sua presença junto com as crianças e adolescentes. Nossa programação você encontra em: http://www.espiritismo.net/content,0,0,126,0,0.html
Espiritismo para jovens:
programa Paltalk (para fazer download: www.paltalk.com)
Dia: Sexta-feira
Horário: 21 horas
categoria Central & South America - Brazil
programa Paltalk (para fazer download: www.paltalk.com)
Dia: Sexta-feira
Horário: 21 horas
categoria Central & South America - Brazil
Prece Fraterna - Tire suas dúvidas
www.cvdee.org.br
E
BLOG JOVEM:
A Equipe Net Jovem convida você a participar do espaço jovem, criado especialmente para que a juventude se manifeste! Nosso endereço é: http://espnetjovem.blogspot.com/ . Aguardamos sua visita e participação! ;-)
[Momento em Casa] Perdão de mãe
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segunda-feira, 7 de maio de 2012
Dito e Feito - Aventuras na História - P - U - T - A
Estes traços vocês saberão logo abaixo na descrição do enredo. É uma prevenção as pessoas deturpam as palavras e até eu ler este artigo eu até falava esta palavra como pornofonia mas depois disso nós não sabemos de nada e só quando lermos e que a nossa mente vai a abrir para modos preconceituosos e modos de se interpretar palavras como esta.
Este texto foi retirado ipse litteris da Revista Aventuras na História, Dito e Feito, página 21:
"PUTA
Origem da palavra ofensiva significa simplesmente menina
Na origem da palavra, em latim, putta é "menina". E, por mais paradoxal que seja, de sinônimo de ingênua e pura passou a ter a conotação atual ao longo do tempo, sem explicação clara. "A palavra putta em italiano antigo significa 'menina' também é preservada em dialetos", afirma o linguista Mário Viaro, da USP. "No português europeu, puto é um menino pequeno, usado sobretudo no diminutivo 'putinho'." A palavra existe em português, espanhol, francês e italiano. Uma das divindades agrícolas romanas, responsável pela poda (puta, em latim). No dia em que podavam as árvores, as sacerdotisas exerceriam a prostituição sagrada em honra à deusa. Com o passar do tempo, o nome da deusa virou sinônimo de prostituta. O professor Viaro tem o pé atrás. "Outras origens a palavra possivelmente são fantasiosas", diz ele."
Este texto foi retirado ipse litteris da Revista Aventuras na História, Dito e Feito, página 21:
"PUTA
Origem da palavra ofensiva significa simplesmente menina
Na origem da palavra, em latim, putta é "menina". E, por mais paradoxal que seja, de sinônimo de ingênua e pura passou a ter a conotação atual ao longo do tempo, sem explicação clara. "A palavra putta em italiano antigo significa 'menina' também é preservada em dialetos", afirma o linguista Mário Viaro, da USP. "No português europeu, puto é um menino pequeno, usado sobretudo no diminutivo 'putinho'." A palavra existe em português, espanhol, francês e italiano. Uma das divindades agrícolas romanas, responsável pela poda (puta, em latim). No dia em que podavam as árvores, as sacerdotisas exerceriam a prostituição sagrada em honra à deusa. Com o passar do tempo, o nome da deusa virou sinônimo de prostituta. O professor Viaro tem o pé atrás. "Outras origens a palavra possivelmente são fantasiosas", diz ele."
Invasão das Bicicletas - Sábado, 05 de maio de 2012
Prezados amigos,
Este evento ocorreu no sábado à tarde, este é só um pequeno vídeo que gravei para ter um documento da chegada dos ciclistas, que deve ter mais de cen integrantes, porque não foi divulgado mais a nossa bicicletada em homenagem a nossa amiga, que veio a falecer em um atropelamento na cidade de São Paulo foi um dos maiores em comparecimento tido isto pelos meios de comunicação televisiva, mais infelizmente esquecido por meios de comunicação escrita de cunho nacional. Vai aqui a minha pequena homenagem aos integrantes da Bicicletada em Recife/PE.
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