domingo, 3 de junho de 2012

MOBILIDADE - QUEM PODE CRITICAR O CICLISTA INFRATOR?

De modo geral, a sociedade ainda não trata a bicicleta como um elemento do trânsito. Entretanto, não apenas a legislação e a ética desaprovam esta mentalidade o próprio comportamento dos ciclistas comprova que eles são legítimos filhos do trânsito brasileiro.

Observando as ruas, vemos ciclistas se comportando inadequadamente trafegando na contramão, avançando sobre pedestres, conduzindo com imprudência  e se descuidando de acessórios de segurança. Não é incomum vê-los transportando crianças de forma imprópria, com carga excessiva, falando ao celular ou estacionando seus veículos em qualquer lugar.

Com efeito, agindo assim, os pedaleiros não apenas aumentam os riscos para si próprios, mas cometem infrações tipificadas no Código de Trânsito Brasileiro e também, talvez o mais ruim, são usados de forma reducionista, como justificativa para explicar tudo que sucede a todos os cilistas em vias públicas.

Agora é preciso perguntar: em que o comportamento dos ciclistas difere do comportamento dos condutores dos demais tipos de veículo?Qual formação ou instruções obtiveram os ciclistas antes ou após começarem a pedalar? Partamos da admissão de que não são todos os motoristas que barbarizam no trânsito - então, o mesmo deve ser reconhecido a respeito dos ciclistas.


Os ciclistas brasileiros aprenderam a andar de bicicleta no trânsito das cidades brasileiras, portanto absorvem o comportamento do condutor brasileiro, que se caracteriza mais pela disputa por espaço (e tempo) do que pela ocupação compartilhada da via pública, mais pela imposição da força e do status dos seus cilindros do que pelo respeito e cuidado com os elementos mais vulneráveis do trânsito. Todos os usuários das vias públicas foram educados na política ainda prevalecente de oferecer infraestrutura para favorecer os veículos motorizados. O trânsito brasileiro ensina que o cidadão de carro tem mas valor do que anda a pé, de bicicleta e de ônibus.


É preciso que os ciclistas tomem mas cuidado nas ruas, obedeçam a sinalização, trafeguem no sentido do tráfego etc - para o próprio bem deles e para contribuir com a moralização do trânsito. Mas mesmo que a totalidade dos ciclistas amanhã de amanhã passe a respeitar todas as regras, isso não vai resolver o problema nem deles nem da mobilidade urbana, pois o sistema viário é desenhado para os motorizados: largura das ruas, entrada de garagens, vagas de estacionamento, sinalização, semáforos etc; e as curtas vias ciclísticas, nas raras cidades onde elas existem, são de má qualidade e desconectadas. Portanto, em algum momento, se não quiser trafegar na contramão nem furar um sinal vermelho, o ciclista só pode contar com o teletransporte. Bicicletários? - onde? Fiscalização de trânsito? - por quem? Punição para os motoristas criminosos? - desde quando?


Os ciclistas brasileiros não mudarão seu comportamento com as fininhas e buzinadas para "ensiná-los", também não mudarão com as péssimas, efêmeras e ocasionais, apesar de dispendiosas, campanhas de TV. Os ciclistas brasileiros mudarão seu estilo quando o trânsito brasileiro mudar, quando a mentalidade do gestor público mudar, quando houver efetiva penalização de todos os infratores, quando a educação viária tornar-se programa continuado visando o respeito aos frágeis.


As principais organizações e iniciativas individuais pró-ciclismo estão atentas a esta questão e possuem orientações voltadas ao comportamento seguro, legal e ético do ciclista no trânsito, como pode ser visto em seus sítios eletrônicos - mas elas não tem força para atingir toda a massa de ciclistas.Além disso, não cabe a tal segmento tapar os buracos do Estado - educar os ciclistas, fiscalizar as transgressões etc. - , e sim exigir, instrumentando-se de necessários conhecimento, que o Estado cumpra sua função.


A critica da transgressão dos ciclistas não pode esquecer que estamos tratando também com crianças e com adultos ´pouco instruídos e que é preciso nomear aqueles que criaram a tragédia do trânsito brasileiro. A autocrítica dos ciclistas não pode ser feita sem a exigência das demais autocríticas: dos motoristas, que pressionam por mais e mais viadutos; dos gestores públicos, que governam para favorecer os negócios das empreiteiras e concessionárias; da mídia, que implanta no imaginário da superioridade dos motorizados.


O que é chamado de "mau comportamento" do ciclista não deixa de ser uma consequência do jeito brasileiro de tratar o trânsito e o sistema viário, o que está intimamente ligado à sua cultura. A sua crítica pode e deve ser feita, mas por aqueles que agem - naquilo que está ao seu alcance de cada um - para a humanização e sustentabilidade da mobilidade urbana. Ou seja, se a crítica não abordar o modelo de sociedade e não contribuir para a sua transformação, não temos mais do que meras reclamações e acusações.

(Soares, André Geraldo. Revista bicicleta. ECCO, ano 02 - ed. 017 - MAIO - 2012, pág. 20.)

terça-feira, 15 de maio de 2012

[Momento em Casa] Virtude da gratidão



Virtude da gratidão
 
Francisco de Assis, o grande homem que se fez pequeno, em sua nobre humildade, para vivenciar o amor a Jesus, afirmou, certa feita, que a gratidão é das mais difíceis moedas de se ofertar na vida.
Por isso, o pobrezinho de Assis preocupava-se sempre em ser grato a tudo e a todos.
Agradecia ao irmão sol por aquecê-lo e proporcionar vida à Terra; ao irmão vento por acariciá-lo nos dias de calor; à irmã lua por enfeitar as noites de céu claro; ao irmão sofrimento, que lhe permitia reflexões e aprendizados sob o seu guante.
O exemplo de Francisco de Assis nos remete a profundas reflexões, nesses dias em que prepondera o egoísmo, com o que estamos vivendo, quando não agindo de igual forma.
Na irrefreada busca pelo sucesso, pela sobrevivência, pelos compromissos cotidianos, vivemos fechados em concha, envoltos nas próprias dificuldades, problemas e desafios.
Nesse tumultuar de compromissos, dificuldades, pouco paramos para perceber as coisas que a vida nos oferece e, egoisticamente, esquecemos de agradecer.
Os amores dos filhos que, aconchegados em nossos braços, parecem diluir as dores da alma, quem no-los ofertou?
A possibilidade do progresso profissional, os desafios de crescimento pessoal, as chances de desenvolvimento intelectual, quem nos oportunizou?
O corpo, que nos é instrumento de expressão, trabalho, convivência, emoções, quem no-lo deu?
Perguntemos a um doente com enfisema pulmonar, qual seu maior sonho e ele, certamente, responderá que seria poder respirar profunda e longamente.
E nós, mal nos damos conta da bênção da saúde. Ou do corpo que, mesmo com alguma avaria ou dificuldade, oferece oportunidades riquíssimas na vida.
Algumas vezes lembramos de agradecer à vida e ao Senhor da vida pelas nossas conquistas e alegrias.
Mas, por que não agradecer também pelo mal que não nos acometeu, pelas dificuldades que não ocorreram, pelas dores que não precisamos enfrentar?
E mesmo que os dias difíceis nos cheguem à jornada terrestre, agradeçamos a dor, que lapida a alma imperfeita, provocando o brotar de virtudes que ainda dormem latentes em nossa intimidade.
Ser grato à vida é virtude daqueles que conseguem sair do casulo do egoísmo e do autocentrismo, e reconhecem que a vida padece sem a ajuda e apoio que chegam a toda hora.
Para pregar Seu Evangelho de luz, Jesus escolheu doze homens para O auxiliar. E lhes foi grato, acompanhando-lhes a existência e recebendo-os em Suas bênçãos, um a um, no retorno à pátria espiritual.
Dessa forma, que sejamos nós também, a cada dia que se inicia, gratos à vida, com a mente e com o coração.
Assim, lembrando sempre de que somos devedores da bondade e misericórdia Celestes, que nos acompanham e sustentam-nos na caminhada, a gratidão será o sentimento que nos inundará a alma de peregrina e suave luz.
 
Redação do Momento Espírita, com base em palestra de
Divaldo Pereira Franco, proferida na
Praia do Forte, BA, em 16.09.2011.
Em 16.05.2012.
 
 


A  Federação Espírita do Paraná é detentora dos direitos patrimoniais de uso e gozo da marca nominativa MOMENTO ESPÍRITA, conforme  a Lei de Propriedade Industrial nº 9279/96). As mensagens do Momento Espírita também estão disponíveis em cd's e livros, em www.livrariamundoespirita.com.br

quarta-feira, 9 de maio de 2012

[Mural - CVDEE] Em viagem


Olá...
Booom diaaa !!!:)
Como vai vc?! Tudo em paz ?! :)
Que sua quarta-feira seja iluminada de harmonia...
EM VIAGEM

            Distribuir, por onde viajar, exortações de alegria e esperança com quantos lhe partilhem o itinerário.
            O verdadeiro espírita jamais perde oportunidade de fazer o bem.
*
            Tratar generosamente os companheiros do caminho.
A qualidade da fé que alimentamos transparece de toda ação.
            Ceder, dentro das possibilidades naturais, as melhores posições nas viaturas aos companheiros mais necessitados.
            Um gesto simples define uma causa.
*
            Sem esquecer os próprios objetivos, prever com estudo judicioso e minudente os percalços e as metas da viagem.
            A previdência exprime vigilância.
*
            Nas aproximações afetivas, comuns àqueles que viajam, fixar demonstrações de otimismo para que a tristeza não prejudique a obra da confiança.
            O otimismo gera paz e simpatia.
*
            Na atenção devida aos companheiros, cuidar com estima e apreço de todas as encomendas, recados e notícias de que seja portador.
            O intercâmbio amigo destrói o insulamento.
*
            Não se esquecer do respeito, da gentileza e da cordialidade com que se devem tratar  indistintamente funcionários e servidores em veículos, hotéis, repartições e lugares públicos.
            Aquele que anda, imprime sinais por onde passa.

(De “Conduta Espírita”, de Waldo Vieira, pelo Espírito André Luiz)
(Texto recebido de Cristiano de Almeida)
 
Um dia todinho feito de compreensão,
todinho florido de felicidade,
todinho perfumado de amor,
pra vc e todos ao seu redor.
Abraços com carinho
Equipe CVDEE
 
 CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo www.cvdee.org.br

Entrevistas virtuais: sobre diversos temas e com diversos estudiosos da Doutrina Espírita.
http://www.cvdee.org.br/pf_pub.asp  

Dúvidas respondidas: sobre diversos temas na visão Espírita
http://www.cvdee.org.br/duv_resp.asp  


Artigos - Downloads

Estudos via e-mail: LE, ESE, A Genese, obras de André Luiz, O Céu e O Inferno,  LM, Estudos destinados à Família e à Educação no Lar(Educar), Estudos destinados à Evangelização Espírita Infanto-Juvenil e Mocidades(Evangelize).
 
estudo infantil: aos domingos, 18h30, para teens de 13 até 17 anos; e aos domingos, 17h30, com linguagem para a faixa etária entre 07 e 12 anos. A sala é Espiritismo Net Infanto Juvenil.  Aguardamos sua presença junto com as crianças e adolescentes. Nossa programação você encontra em: http://www.espiritismo.net/content,0,0,126,0,0.html
 
Espiritismo para jovens:
programa Paltalk (para fazer download: www.paltalk.com)
Dia: Sexta-feira
 Horário: 21 horas
categoria Central & South America  - Brazil

Prece Fraterna - Tire suas dúvidas
 www.cvdee.org.br
E
BLOG JOVEM:
A Equipe Net Jovem convida você a participar do espaço jovem, criado especialmente para que a juventude se manifeste! Nosso endereço é: http://espnetjovem.blogspot.com/ .  Aguardamos sua visita e participação! ;-)

[Momento em Casa] Perdão de mãe


http://www.momento.com.br
Perdão de mãe
 
A notícia chocou todos os habitantes da pequena República de Palau, na Micronésia.
Um casal e seu filho, assassinados dentro de sua própria casa, por um homem de nome Justin, que buscava apenas alguns bens de consumo para roubar.
O funeral de Ruimar de Paiva e sua família foi acompanhado por cerca de quatrocentas pessoas na cidade de Koror, entre elas o Presidente da República, profundamente abalado.
Um evento, porém, marcou para sempre a vida daqueles habitantes.
Presentes estavam a mãe de Ruimar de Paiva e, também, a mãe do assassino.
Dona Ruth de Paiva, profundamente emocionada, ao fazer um pronunciamento aos presentes, pede a presença da mãe de Justin ao seu lado.
As pessoas ficam em silêncio, quase sem respirar, imaginando o que poderia acontecer naquele momento.
Dona Ruth, trêmula, pega nas mãos da outra mãe, levanta-as em direção aos presentes, e afirma:
Aqui estão duas mães... Estou certa de que a mãe de Justin orou muitas vezes por seu filho, e estou certa de que seu coração está terrivelmente ferido.
A Sra. de Paiva contém as lágrimas, e termina dizendo:
Eu apenas desejo dizer à mãe de Justin que estarei orando por ela... E por Justin.
Segundo declaração do Presidente da República de Palau, que assistiu à cerimônia fúnebre, a habilidade da Sra. Paiva em perdoar, permitia à nação começar um processo de cura.
Disse ainda que perdoar, quando o incidente é tão recente, ajudou muitas pessoas a olharem além da tragédia, e verem que podemos nos perdoar e viver juntos.
*   *   *
Você seria capaz de perdoar, passando por uma situação dessas?
É natural que a resposta da maioria de nós seja negativa. O perdão ainda se faz difícil no coração das almas da Terra.
Mas exemplos como este, que felizmente já são muitos neste mundo, vêm nos dizer que é possível, que somos capazes de perdoar.
A busca de uma vida mais feliz nos leva pelo caminho do perdão, sem dúvida alguma. Sem esquecer as mágoas, sem abandonar a vingança, não encontraremos dias melhores, tal qual sonhamos.
Ninguém consegue alçar voos, carregando o peso do ressentimento no Espírito.
Perdoar é nos libertar da angústia, do medo, do ódio.
Quem perdoa compreende a justiça de Deus, que tudo vê e que nos faz sempre os únicos responsáveis por nossos atos.
Quem perdoa encontra uma nova forma de amar, a da compaixão, que vê o agente do mal como alguém que sofre, e precisa de ajuda.
*   *   *
Perdoar aos inimigosé pedir perdão para si próprio;
Perdoar aos amigos é dar-lhes uma prova de amizade; perdoar as ofensas é mostrar-se melhor do que era.
(...)Se fordes duros, exigentes, inflexíveis, se usardes de rigor até por uma ofensa leve, como querereis que Deus esqueça de que cada dia maior necessidade tendes de indulgência?
Trabalhemos pelo perdão. Aprendamos como perdoar, dia após dia, experiência após experiência.
 
Redação do Momento Espírita com base em notícia publicada em vários jornais, em 6 de janeiro de 2004, e no cap. X, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. FEB
Disponível no cd Momento Espírita v. 18, ed. Fep
Em 09.05.2012.
 
A  Federação Espírita do Paraná é detentora dos direitos patrimoniais de uso e gozo da marca nominativa MOMENTO ESPÍRITA, conforme  a Lei de Propriedade Industrial nº 9279/96). As mensagens do Momento Espírita também estão disponíveis em cd's e livros, em www.livrariamundoespirita.com.br

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Dito e Feito - Aventuras na História - P - U - T - A

Estes traços vocês saberão logo abaixo na descrição do enredo. É uma prevenção as pessoas deturpam as palavras e até eu ler este artigo eu até falava esta palavra como pornofonia mas depois disso nós não sabemos de nada e só quando lermos e que a nossa mente vai a abrir para modos preconceituosos e modos de se interpretar palavras como esta.


Este texto foi retirado ipse litteris da Revista Aventuras na História, Dito e Feito, página 21:

"PUTA
Origem da palavra ofensiva significa simplesmente menina

Na origem da palavra, em latim, putta é "menina". E, por mais paradoxal que seja, de sinônimo de ingênua e pura passou a ter a conotação atual ao longo do tempo, sem explicação clara. "A palavra putta em italiano antigo significa 'menina' também é preservada em dialetos", afirma o linguista Mário Viaro, da USP. "No português europeu, puto é um menino pequeno, usado sobretudo no diminutivo 'putinho'." A palavra existe em português, espanhol, francês e italiano. Uma das divindades agrícolas romanas, responsável pela poda (puta, em latim). No dia em que podavam as árvores, as sacerdotisas exerceriam a prostituição sagrada em honra à deusa. Com o passar do tempo, o nome da deusa virou sinônimo de prostituta. O professor Viaro tem o pé atrás. "Outras origens a palavra possivelmente são fantasiosas", diz ele."

Invasão das Bicicletas - Sábado, 05 de maio de 2012


Prezados amigos,

Este evento ocorreu no sábado à tarde, este é só um pequeno vídeo que gravei para ter um documento da chegada dos ciclistas, que deve ter mais de cen integrantes, porque não foi divulgado mais a nossa bicicletada em homenagem a nossa amiga, que veio a falecer em um atropelamento na cidade de São Paulo foi um dos maiores em comparecimento tido isto pelos meios de comunicação televisiva, mais infelizmente esquecido por meios de comunicação escrita de cunho nacional. Vai aqui a minha pequena homenagem aos integrantes da Bicicletada em Recife/PE.