Tá lá o corpo estendido no chão. "Poderia ser eu", é o pensamento inevitável de todo ciclista ao ver uma bicicleta retorcida e, ao lado, sem vida, seu condutor. Depois de uma cena dessas é difícil montar na bicicleta sem uma secura na garganta, sem hesitar a cada esquina, sem se assustar a cada carro que passa. Não se trata de afetação corporativista ou de sentimento de irmandade - é pura e simplesmente uma apercepção, um dar-se conta da própria vulnerabilidade.
Todo o ciclista tem histórias para contar de situações perigosas, de quase-acidentes, de agressões sofridas e, nem todos admitem, de erros cometidos no trânsito. Quanto maior o uso da bicicleta - em distância ou em frequência - maior é o enredo tétrico. Mais que isso, todo ciclista já perdeu algum familiar, amigo ou conhecido vitimado pela violência viária ("acidente" não é um termo verdadeiro para a maioria dos casos), o que é uma forma de admitir que todo ciclista já foi sentimentalmente ferido no trânsito.
Sim, todo mundo já perdeu alguém no trânsito e toda morte é emocionalmente dolorosa para os próximo, seja qual for a causa. Portanto, não podemos aceitar que os cerca de 1.500 ciclistas abatidos anualmente no Brasil sejam considerados mais importantes ou mais comoventes do que os demais cerca de 96% de mortos das outras modalidades (segundo dados do Ministério da Saúde e do Denatran - é preciso ressaltar que trata-se apenas de casos notificados).
Mas é revoltante que as modalidades que são parte da solução para o imbróglio da mobilidade urbana no Brasil sejam as mais vitimadas (e aqui acrescentamos os pedestres, cerca de 9.000 mortos anuais, que representam cerca de 25% do total). Somando ciclistas e pedestres e admitindo falhas nas notificações e nos registros, é seguro afirmar que 1/3 dos seres humanos mortos no trânsito brasileiro não estavam dentro ou sobre veículos motorizados.
Há mais dois dados importantes para compreendermos o quão arriscados é ser ciclista: apesar da frota de bicicletas ser de 65 milhões de unidades (o dobro da frota de automóveis), apenas 7% dos deslocamentos urbanos se dão por meio deste veículo (segundo o Ministério das Cidades), o que, proporcionalmente, aumenta o índice de vítimas que pedalam em relação às demais modalidades.
Ou seja: não é pequena a probabilidade de que aquele corpo ali poderia ser o meu (que escrevo ou que leio este artigo)! Ou, o que pode ser ainda mais terrível, do meu pai, da minha namorada, do meu enteado, do meu bom vizinho, do meu companheiro de cicloaventuras! E se for de um desconhecido meu, será do relacionamento de alguém, que igualmente será afligido pelo medo e pela vontade de desistir, ou então tomado pela indignação e pela vontade de contribuir para que a carnificina cesse.
É aceitável que alguém - enquanto se fala em salvar o planeta, em romper com o sedentarismo, em erradicar a corrupção, em fluir o trânsito - desista da bicicleta como meio de transporte? Pois se faltam investimentos em infraestrutura para a segurança ciclística, se inexistem programas educativos para o compartilhamento viário e se os culpados saem após pagar um trocado de fiança, não é isto que o poder público está estimulando? Se as ruas são feitas de ringue, se o conforto individual é mais valorizado do que o bem-estar social e se a voz do eleitor só se eleva para pedir mais viadutos, não é isto que os carrófilos estão estimulando?
Pois a opinião pública e os meios privados que a manipulam, tende a aceitar mais facilmente a diminuição de ciclistas nas ruas, quando receosos estes ficam de arriscar seus ossos, do que os protestos em via pública e demais manifestações de ciclistas, quando estes indignados ficam com a condição desigual que lhes é imposta.
Nem todo ciclista que continuar pedalando - alguns por necessidade, outros por influência -, mas nenhum ciclista quer morrer em consequência da violência viária. É por isso que muitos ciclistas que desejam continuar pedalando também não aceitam se colocar no lugar da causa da violência viária e não admitem dizer "poderia ser eu ali dirigindo": menos pessoas dirigindo é uma das condições sine qua non para a segurança viária e para a qualidade de vida nas cidades. Poucos são os motoristas e menos ainda são os gestores públicos que aceitam essa redução, o que leva os ciclistas a pensar: ou eu passo a frequentar as bicicletadas e outras ações coletivas, ou continuarei a frequentar velórios - talvez, inclusive, o meu!
(Autor: Soares. André Geraldo. Revista Bicicleta. Ano 02 - nº 16 - Abril 2012, pág. 34)
segunda-feira, 30 de abril de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
MINHAS PALAVRAS MAS BASEADAS EM OPINIÕES DE OUTROS
Faz um tempo que não escrevo. Mas hoje me deu vontade de falar sobre um assunto que muito me perturba. É o preconceito social que se interliga com o racial. Sou filho de negro com muita honra, neto de outro negro que era líder comunitário, estivador e menestrel (Manoel José Cândido Duarte-avô paterno), minha mãe é branca filha de uma aborígene do \Pará, com Português (Sigismundo Ferreira da Silva-avô materno). Tenho um pai que com muita honra sofreu durante a gestação da minha mãe que me veio dar a luz, uma das trágicas eras políticas do Brasil "Os Tempos de Chumbo" a triste "Ditadura Militar", tempos difíceis que se você fosse ou participasse de qualquer ordem associativa ou sindical, eras considerado um subversor, um "comunista". Meu pai era do Sindicato dos "MÚSICOS" a sua única arma era o seu instrumento musical. mesmo assim foi perseguido e preso. Hoje com seus 83 anos de vida conta ainda com toda maestria tudo que passou, amigos que desaparecerão e amigos que se diziam amigos, eram os ditos delatores do regime militar. Porque relato tudo isto!
Veremos agora.
Ando de bicicleta quase todos os dias. Vou trabalhar de bicicleta, estudar, fazer minhas compras, me divertir, quase tudo de bicicleta. Por ser de pele negra, não andar com uma bicicleta "top de linha", nem com roupas de ciclistas (não gosto, sou magro demais), não ter posses (mesmo assim tinha que ser reconhecido pelo povo e não seria um respeito natural e sim obrigatório para não ser recebido com represarias, como tipo: NÃO ELE É FILHO DE UM GRANDÃO AI e coisas parecidas) e gostar de obedecer as leis de trânsito, eu e muitos sofremos todos os tipos de preconceito. Mas o que eu vou falar são dos preconceitos: racial e o social. Não moro em favela, mas respeito muito os que moram nelas. Moro em uma rua de classe média, hoje bastante movimentada. mas por ser negro e andar de bicicleta sou considerado por muitos e até denunciado por uma certa mulher que não erei adentrar em detalhe (nome e onde mora, eu poderia denuncia-la) fui denunciado como assaltante e quando cheguei no meu antigo endereço de trabalho uma viatura me parou e averiguado, como eu estava e sempre estou tranquilo e sigo este provérbio: "QUEM NÃO DEVE NÃO TEME"estou eu a mostrar ao oficial o local onde trabalho: o oficial com bastante respeito para mim: "fizeram uma denúncia agora a pouco que um rapaz trajando vestes assim e com uma bicicleta como a sua vem andando por estes locais", eu calmamente falei: "Senhor: onde agora nos encontramos, em uma esquina do seu lado esquerdo se encontra uma galeria, é onde eu trabalho e que, de segunda-feira a sexta-feira e alguns finais de semana venho sempre. Aqui está a minha agenda onde o senhor vê o endereço que é esta rua e o número do local. Trabalho com um advogado. O trajeto que o senhor me relatou! Realmente o faço todos os dias neste mesmo horários entre 05:00 horas da manhã e 06:00 horas da manhã. Como o senhor pode ver eu faço um "U' saio da rua onde mora a mais de quarenta anos, entro na Avenida Caxangá, sigo subindo no sentido subúrbio e entro nesta rua. O policial olho para mim, logo após olhou para o policial que já ia saindo do carro para fazer uma abordagem mais severa e falou, pode deixar (ele voltou a bater a porta da viatura). Tudo bem. um bom dia". Este, meus amigos um de muitos que já sofri, este foi o mais leve e cordial o outros foram desgastantes e humilhantes. Mas infelizmente continuo vendo cenas chatas, degradantes e horríveis, não só comigo como outros ciclistas de bicicletas humildes, de ciclistas de vestimentas humildes, trabalhadores ou até mesmo ciclistas por obrigação como não tem dinheiro para pagar um coletivo, vai pedalando e quando ele passa em uma rua qualquer que os vejam, olham com um rosto de espanto, desesperadamente pedem para abrir um portão porque...porque é um assaltante, um meliante, um malfeitor que vem ali, e nem sabe eles que também são vítimas de malfeitores, que são agredidos por malfeitores e até também por "benfeitores" que disseram!!! Que ele era um assaltante. Isso pode?! Pode! Isso acontece??? Acontece e muito e aconteceu a uma semana novamente comigo. O nosso problema não é só RACIAL é também SOCIAL.
Amanhã ou na terça, estarei publicando a nova enquete MOBILIDADE - DA REVISTA BICICLETA.
Uma ótima noite.
Grande abraço
Ps.: não sou escritor, nem tampouco jornalista (dar para se notar) então me desculpem os erros de português e concordância verbal, nominal e etc.
Veremos agora.
Ando de bicicleta quase todos os dias. Vou trabalhar de bicicleta, estudar, fazer minhas compras, me divertir, quase tudo de bicicleta. Por ser de pele negra, não andar com uma bicicleta "top de linha", nem com roupas de ciclistas (não gosto, sou magro demais), não ter posses (mesmo assim tinha que ser reconhecido pelo povo e não seria um respeito natural e sim obrigatório para não ser recebido com represarias, como tipo: NÃO ELE É FILHO DE UM GRANDÃO AI e coisas parecidas) e gostar de obedecer as leis de trânsito, eu e muitos sofremos todos os tipos de preconceito. Mas o que eu vou falar são dos preconceitos: racial e o social. Não moro em favela, mas respeito muito os que moram nelas. Moro em uma rua de classe média, hoje bastante movimentada. mas por ser negro e andar de bicicleta sou considerado por muitos e até denunciado por uma certa mulher que não erei adentrar em detalhe (nome e onde mora, eu poderia denuncia-la) fui denunciado como assaltante e quando cheguei no meu antigo endereço de trabalho uma viatura me parou e averiguado, como eu estava e sempre estou tranquilo e sigo este provérbio: "QUEM NÃO DEVE NÃO TEME"estou eu a mostrar ao oficial o local onde trabalho: o oficial com bastante respeito para mim: "fizeram uma denúncia agora a pouco que um rapaz trajando vestes assim e com uma bicicleta como a sua vem andando por estes locais", eu calmamente falei: "Senhor: onde agora nos encontramos, em uma esquina do seu lado esquerdo se encontra uma galeria, é onde eu trabalho e que, de segunda-feira a sexta-feira e alguns finais de semana venho sempre. Aqui está a minha agenda onde o senhor vê o endereço que é esta rua e o número do local. Trabalho com um advogado. O trajeto que o senhor me relatou! Realmente o faço todos os dias neste mesmo horários entre 05:00 horas da manhã e 06:00 horas da manhã. Como o senhor pode ver eu faço um "U' saio da rua onde mora a mais de quarenta anos, entro na Avenida Caxangá, sigo subindo no sentido subúrbio e entro nesta rua. O policial olho para mim, logo após olhou para o policial que já ia saindo do carro para fazer uma abordagem mais severa e falou, pode deixar (ele voltou a bater a porta da viatura). Tudo bem. um bom dia". Este, meus amigos um de muitos que já sofri, este foi o mais leve e cordial o outros foram desgastantes e humilhantes. Mas infelizmente continuo vendo cenas chatas, degradantes e horríveis, não só comigo como outros ciclistas de bicicletas humildes, de ciclistas de vestimentas humildes, trabalhadores ou até mesmo ciclistas por obrigação como não tem dinheiro para pagar um coletivo, vai pedalando e quando ele passa em uma rua qualquer que os vejam, olham com um rosto de espanto, desesperadamente pedem para abrir um portão porque...porque é um assaltante, um meliante, um malfeitor que vem ali, e nem sabe eles que também são vítimas de malfeitores, que são agredidos por malfeitores e até também por "benfeitores" que disseram!!! Que ele era um assaltante. Isso pode?! Pode! Isso acontece??? Acontece e muito e aconteceu a uma semana novamente comigo. O nosso problema não é só RACIAL é também SOCIAL.
Amanhã ou na terça, estarei publicando a nova enquete MOBILIDADE - DA REVISTA BICICLETA.
Uma ótima noite.
Grande abraço
Ps.: não sou escritor, nem tampouco jornalista (dar para se notar) então me desculpem os erros de português e concordância verbal, nominal e etc.
terça-feira, 24 de abril de 2012
[mural-cvdee] Terça-feira(24/04/2012 - msg infantil): Os Três Amiguinhos.. Booaaa noiitee!!:)) -
Oiê...
Booaa noitee
E, aí? Tudo belezinha com vc?! Seu dia está legal?! :)
Que ele esteja e seja todinho feito de paz e amizade...
Os três amiguinhos
No fundo de uma floresta, viviam um sapinho e um cachorrinho.
Apesar de serem tão diferentes, eram muito amigos.
Certo dia, andavam eles brincando, quando encontraram um bichinho todo enroscado encolhido, à sombra de uma árvore.
"É uma oncinha" — disse o sapo, meio assustado.
Mas o cachorrinho logo explicou: "Não, é um gatinho."
E realmente era um gatinho de pelo macio amarelo com manchas escuras que se parecia com as oncinhas de dona onça.
"Você quer brincar conosco?" - perguntou o sapinho.
O gatinho rosnou amigavelmente. Estava muito só e não tinha com quem brincar; por isso aceitou logo o convite que lhe faziam
Daquele dia em diante, andavam sempre juntos pela floresta, brincando, passeando ou procurando o que comer. Onde estava um por certo estavam os outros.
Certa manha quando acordaram, cachorrinho falou:
"Vamos fazer uma excursão?"
"Boa idéia" - respondeu logo o sapinho.
Mas gatinho, perguntou muito admirado.
"Excursão? O que é isso?"
"Ora, excursão é o mesmo que passeio, um grande passeio" – explicou o sapinho, todo importante e continuou sorrindo.
Cachorrinho gosta de falar difícil.
Gatinho nada disse, e embora não lhe agradasse tal passeio ,um grande passeio levantou-se logo e partiu com os amigos.
Caminharam....caminharam....caminharam. Sapinho e cachorrinho divertiram-se a
Valer, pulavam, atravessavam caminhos subiam morros ....Mas gatinho não estava gostando nada de nada e perguntava se o lugar do piquenique estava próximo e os amigos riam e respondiam
"É logo ali. Não demora...Daqui a pouco chegaremos lá."
Gatinho estava cansado, andando sempre atras dos outros. Para descansar um pouco, parava para tirar areia dos pelos ou arrumar a trouxa do lanche.
Quando chegaram ao alto de uma montanha, perguntou feliz , pensando que iriam parar:
"É aqui, não?"
"Não, é um pouquinho mais adiante" — disse-lhe o sapo.
Sapinho e cachorrinho continuaram a andar cantando.
Chegaram enfim. Era um lugar maravilhoso! Havia uma cascata de água bem branquinha.
O sapo e o cachorrinho meteram-se debaixo da água, deliciados. Mas se havia coisa de que o gatinho não gostava era água... E aquela cascata certamente era fria.
"Vem!" - Gritou sapinho.
"Vem!" - Gritou cachorrinho.
Gatinho entretanto, continuava olhar a água , horrorizado.
"Não, não ! Não posso!...Tenho medo!...A água me faz mal!..."
E o gato todo assustado, procurava afastar-se da cascata.
Cachorrinho e sapinho então resolveram : Obrigariam gatinho a tomar banho. E assim terminariam com a historia de que gato não gosta de água.
E se isso combinaram, isso fizeram. Logo que viram gatinho distraído, deram uma corrida e-zas
Empurraram-no para a cascata
O susto do gato foi tanto que ele ficou sem voz. Pulava e esperneava embaixo da água e quando conseguiu livrar-se dos companheiros saiu disparando como um doido....
A principio sapinho e cachorrinho acharam graça, e divertiram-se com o susto do amigo.
Quando ao fim do dia chegaram em casa gatinho estava tão cansado que mal podia caminhar.
Jogou-se sobre uma caminha de folhas secas. Tremia e espirrava que fazia dó.
O sapo e o cachorrinho tiveram pena dele. Ficaram preocupados e faziam tudo para aquecer o amigo. Sapinho juntava folhinhas para amaciar-lhe a cama, enquanto cachorrinho esfregava-lhe o corpo, para esquenta-lo.
Gatinho ficou em casa alguns dias , com febre . Seus amigos nem tinham vontade de brincar.
Estavam muito tristes. Quando gatinho melhorou e sorriu para eles, sapinho e cachorrinho respiraram aliviados. Gatinho não lhes queria mal! Não estava zangado com eles!
Envergonhados com o que haviam feito , resolveram que daquele dia em diante, teriam mais cuidado com as brincadeiras.
E assim sapinho e cachorrinho continuaram a ser os melhores amigos do gatinho.
(Adaptação de estória preparada pela Federação Espírita do Rio Grande do Sul. História e desenho:http://www.techs.com.br/meimei/historias/historia22.htm)
Uma noite todinha iluminada de perdão,
todinha florida de felicidade,
todinha perfumada de amor,
pra vc e pra quem mora no seu coração.
Abraços com carinho
Equipe CVDEE
CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismowww.cvdee.org.br
SITE DA GENTE- Espiritismo para crianças : wwww.cvdee.org.br/sitedagente
*
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Sala de estudo infanto-juvenil a viva voz: aos domingos, 18h30, para teens de 13 até 17 anos; e aos domingos, 17h30, com linguagem para a faixa etária entre 07 e 12 anos. A sala é Espiritismo Net Infanto Juvenil. Aguardamos sua presença junto com as crianças e adolescentes. Nossa programação você encontra em:http://www.espiritismo.net/content,0,0,126,0,0.html
[Momento em Casa] A Balsa
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segunda-feira, 23 de abril de 2012
[MURAL - CVDEE] Justiça e Amor
Olá...
Booom diaaa!:)
Como vc está?! Seu findi foi de paz?! :)
Que sua segunda-feira seja iluminada de confiança...
Booom diaaa!:)
Como vc está?! Seu findi foi de paz?! :)
Que sua segunda-feira seja iluminada de confiança...
JUSTIÇA E AMOR
Todos os valores da vida pedem extensão e rendimento para atenderem ao Eterno Equilíbrio nas bases do Universo.
*
Se o ouro reclama aplicação justa, também o conhecimento elevado exige substância e proveito.
Se o primeiro, acumulado inutilmente, gera a cobiça que detém a cabeça do avaro no desvario da posse efêmera, o segundo, guardado sem ação nas obras edificantes, cria a vaidade que mergulha o coração orgulhoso nas trevas de espírito.
*
Não basta compreendas o estatuto que nos rege os destinos para que te harmonizes contigo mesmo.
*
É necessário transfundas o próprio entendimento em serviço aos semelhantes, para que a flama do cérebro se te faça luz no caminho.
*
Não te demorarás, estudando a ficha do irmão que sofre, aferindo-lhe os méritos e deméritos para expressares depois a bondade que teorizas.
*
Antes de tudo recorda que, se o próximo experimenta provação e amargura por determinação da Excelsa Justiça, a tela de angústia em que o próximo se debate se te descerra aos olhos do mundo, por determinação do Divino Amor, a fim de que exercites a piedade e a cooperação, o socorro fraterno e a solidariedade espontânea.
*
Não olvides que alma alguma, enquanto na vestimenta da carne, poderá conhecer o integral conteúdo das próprias dívidas e auxilia aos outros quando puderes, embora saibas que o prodígio da redenção compulsória é plenamente impossível, de vez que amanhã chegará igualmente o teu dia de acerto maior na Contabilidade Divina.
*
Não desistas de amparar, através do bem, porquanto se o progresso e a felicidade na Terra solicitassem apenas a penetração no conhecimento da Lei e no simples entendimento de nossas culpas, decerto Jesus não se abalançaria a estender amorosas mãos entre os homens, suportando-nos a ignorância, os débitos e fraquezas, até o ponto de imolar-se na cruz, bastando para isso, nos enviasse as Boas Novas de Redenção, em cartazes de propaganda, dependurados no Céu.
(De “Confia e segue”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)
Um dia todinho feito de harmonia,
todinho florido de felicidade,
todinho perfumado de amor,
pra vc e todos ao seu redor.
Abraços com carinho
Equipe CVDEE
CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espiritismo
www.cvdee.org.br
Entrevistas virtuais: sobre diversos temas e com diversos estudiosos da Doutrina Espírita.
http://www.cvdee.org.br/pf_pub.asp
Dúvidas respondidas: sobre diversos temas na visão Espírita
http://www.cvdee.org.br/duv_resp.asp
Artigos - Downloads
Estudos via e-mail: LE, ESE, A Genese, obras de André Luiz, O Céu e O Inferno, LM, Estudos destinados à Família e à Educação no Lar(Educar), Estudos destinados à Evangelização Espírita Infanto-Juvenil e Mocidades(Evangelize).
estudo infantil: aos domingos, 18h30, para teens de 13 até 17 anos; e aos domingos, 17h30, com linguagem para a faixa etária entre 07 e 12 anos. A sala é Espiritismo Net Infanto Juvenil. Aguardamos sua presença junto com as crianças e adolescentes. Nossa programação você encontra em: http://www.espiritismo.net/content,0,0,126,0,0.html
Espiritismo para jovens:
programa Paltalk (para fazer download: www.paltalk.com)
Dia: Sexta-feira
Horário: 21 horas
categoria Central & South America - Brazil
Prece Fraterna - Tire suas dúvidas
www.cvdee.org.br
E
BLOG JOVEM:
A Equipe Net Jovem convida você a participar do espaço jovem, criado especialmente para que a juventude se manifeste! Nosso endereço é: http://espnetjovem.blogspot.com/ . Aguardamos sua visita e participação! ;-)
[MURAL - CVDEE] Quando a Compreensão Estiver Conosco
Olá...
Booom diaaa! :)
Como vai vc?! Tudo em paz?! :)
Que seu domingo seja iluminado de harmonia...
Quando a compreensão estiver conosco
Quando a compreensão estiver em nossos olhos, fixaremos na cicatriz do próximo a dificuldade respeitável de um irmão.
*
Quando a compreensão morar em nossos ouvidos, receberemos a injúria e a maldade, nelas sentindo o incêndio e o infortúnio que ainda lavram no espírito daqueles que nos observam, sem exato conhecimento.
*
Quando a compreensão se nos aninhar no próprio verbo, o falso julgamento surgirá, junto de nós, por enfermidade lamentável, de quem nos procura, e saberemos fazer o silêncio bendito com que se possa, tanto quanto possível, impedir a extensão do mal.
*
Quando a compreensão se nos associar ao raciocínio, identificaremos nos pensamentos infelizes a deplorável visitação da sombra, diante da qual acenderemos a luz da fé para a justa resistência.
*
Quando a compreensão clarear-nos o sentimento, a rigidez espiritual jamais encontrará guarida em nós outros, porque o calor da benevolência irradiar-se-nos-á do espírito, estimulando a alegria dos bons e reduzindo a infelicidade dos companheiros que ainda se confiam à ignorância.
*
Quando a compreensão brilhar em nossas mãos, a preguiça não nos congelará a boa vontade e aproveitaremos as mínimas oportunidades do caminho para as tarefas do amor que o Mestre nos legou.
*
“Bem-aventurados os limpos de coração!” — proclamou o Excelso Amigo.
Sim, bem-aventurados os que esposam o bem para sempre, porque semelhantes trabalhadores da luz sabem converter a treva em claridade, os espinhos em flores, as pedras em pães e a própria derrota em vitória, criando invariavelmente o Céu onde se encontram e apagando os variados infernos que a ignorância inflama na Terra para tormento da vida.
(De “Luz e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)
(texto recebido de Cristiano de Almeida)
Um dia todinho feito de compreensão,
todinho florido de felicidade,
todinho perfumado de amor,
pra vc e todos ao seu redor.
Abraços com carinho
Equipe CVDEE
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Dúvidas respondidas: sobre diversos temas na visão Espírita
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Artigos - Downloads
Estudos via e-mail: LE, ESE, A Genese, obras de André Luiz, O Céu e O Inferno, LM, Estudos destinados à Família e à Educação no Lar(Educar), Estudos destinados à Evangelização Espírita Infanto-Juvenil e Mocidades(Evangelize).
estudo infantil: aos domingos, 18h30, para teens de 13 até 17 anos; e aos domingos, 17h30, com linguagem para a faixa etária entre 07 e 12 anos. A sala é Espiritismo Net Infanto Juvenil. Aguardamos sua presença junto com as crianças e adolescentes. Nossa programação você encontra em: http://www.espiritismo.net/content,0,0,126,0,0.html
Espiritismo para jovens:
programa Paltalk (para fazer download: www.paltalk.com)
Dia: Sexta-feira
Horário: 21 horas
categoria Central & South America - Brazil
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Dia: Sexta-feira
Horário: 21 horas
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A Equipe Net Jovem convida você a participar do espaço jovem, criado especialmente para que a juventude se manifeste! Nosso endereço é: http://espnetjovem.blogspot.com/ . Aguardamos sua visita e participação! ;-)
sexta-feira, 20 de abril de 2012
MOBILIDADE - GOVERNOS, salvem-se da humilhação
[Está ficando cada vez mais feio, vergonhoso, obsceno e desonroso, para quem está sentado em uma cadeira pública, desprezar a bicicleta.]
A presença das bicicletas está sendo cada vez mais percebida nas ruas, o que não deriva diretamente do aumento da sua quantidade, já que nas cidades onde isto ocorre ainda é um movimento lento e sufocando pela frota de motorizados que cresce em maior proporção. Essa percepção deriva do crescimento da atuação de ciclistas organizados, os quais são cada vez mais vistos em bicicletadas e outras intervenções nas vias públicas, incluindo os cada vez mais frequentes atos públicos de homenagem a ciclistas vitimados no trânsito, participando nos poucos espaços públicos democráticos disponíveis e manifestados-se nas redes de relacionamento na internet.
Tal exposição pública força o seu acompanhamento pelos meios de comunicação de massa, que ao divulgarem as atividades, propagam não só o meio de transporte, mas o estilo de vida que a bicicleta simboliza. tal estilo de vida não é imposto como produto de consumo nem vazio de sentido, ele possui significado comunitário, econômico e ambiental inquestionável a ponto dos argumentos contrários à sua adoção necessitarem assumir o egoísmo e o afinco aos privilégios, o que é feito às vezes com soberba e grosseria.
A bicicleta é simpática, alegre, livre, útil, benéfica, limpa, cativante. E não é só isso: ela é uma das soluções para um dos maiores problemas sentidos por quem vive em médias e grandes cidades. E quem está dizendo isso não são, por invenção local, os cicloativistas coloniais, mas os governantes e habitantes das cidades reputadas como as mais desenvolvidas do mundo. E a bicicleta não atingiu esse status por pressão do mercado, mas por questões óbvias: ela é gritantemente mais generalizável do que o automóvel.
Assim sendo, Está ficando cada vez mais feio, vergonhoso, obsceno e desonroso, para quem está sentado em uma cadeira pública, desprezar a bicicleta (bem como os pedestres, os cadeirantes e o transporte coletivo). Construir ou reformar uma via pública movimentada sem instalar estruturas de segurança para ciclistas, convenhamos, não é apenas um esquecimento, é uma irracionalidade; rabiscar qualquer faixinha estreita e duvidosa à beira de uma rodovia, chamando isso de "ciclovia", admitamos, não é um ato passível apenas de queixa nos jornais, mais deveria ser de cassação do registro no CREA do seu responsável técnico; planejar uma cidade, seja seu ordenamento urbano a longo prazo ou seu orçamento plurianual, sem providências para a inclusão gradual da mobilidade de ciclística, reconheçamos, não evidencia incapacidade administrativa, mas negação do direito à cidade; um quarto do século após o final da ditadura, tratar como baderneiros os cidadãos que têm como último recurso o protesto na via pública, denunciemos, não é incompreensão política, é uma afronta à democracia; construir mais viadutos e as vias expressas para a insaciável fome de espaço dos carros, acusemos, constituir-se não em uma medida convencional, mas em uma subserviência escandalosa ao poder das elites o bom senso, desiludamo-nos, não prova a mentalidade atrasada dos sucessivos governos, mas que o dinheiro para a próxima campanha eleitoral fala mais alto do que qualquer compromisso social.
Esta cada vez mais difícil enganar a população - pelo menos aquela parte que busca meios de escapar da alienação. Notícias, exemplos de sucesso e opiniões diversas são manifestadas pela ampla rede mundial, instruindo a opinião pública sobre direitos sociais e pondo em xeque as verdades fabricadas pela imprensa privada, que não entende senão aos seus anunciantes, no cume dos quais estão os empreendimentos da cadeia produtiva automobilística.
A persistência dos governos constituídos nesse modelo excludente já não é mais tolerável, mas - nosso conhecimento da sociedade não nos permite pensar diferente - ainda cobrará muito sangue e despejará muita fumaça até iniciar uma conversão para a sustentabilidade. A condição para essa transformação é só uma: o crescimento de uma organização social competente e crítica para desmascarar o papel humilhante cumprido pelos mandatários eleitos.
Trata-se de uma tarefa de longo prazo não só porque a questão de mobilidade é complexa e envolve muitos interesses, mas porque a transformação desse setor está na dependência da transformação profunda nas estruturas do exercício do poder e da reconvenção das funções do Estado, que hoje passa de um guardião do lucro das corporações econômicas. Tal tarefa é digna e ao alcance do significado social das bicicletas e sábios serão os governos que aproveitarem-na para salvarem suas reputações.
(autor: André Geraldo Soares - Revista Bicicleta - Ano 02 - nº 15 - Março de 2012, p. 20.)
A presença das bicicletas está sendo cada vez mais percebida nas ruas, o que não deriva diretamente do aumento da sua quantidade, já que nas cidades onde isto ocorre ainda é um movimento lento e sufocando pela frota de motorizados que cresce em maior proporção. Essa percepção deriva do crescimento da atuação de ciclistas organizados, os quais são cada vez mais vistos em bicicletadas e outras intervenções nas vias públicas, incluindo os cada vez mais frequentes atos públicos de homenagem a ciclistas vitimados no trânsito, participando nos poucos espaços públicos democráticos disponíveis e manifestados-se nas redes de relacionamento na internet.
Tal exposição pública força o seu acompanhamento pelos meios de comunicação de massa, que ao divulgarem as atividades, propagam não só o meio de transporte, mas o estilo de vida que a bicicleta simboliza. tal estilo de vida não é imposto como produto de consumo nem vazio de sentido, ele possui significado comunitário, econômico e ambiental inquestionável a ponto dos argumentos contrários à sua adoção necessitarem assumir o egoísmo e o afinco aos privilégios, o que é feito às vezes com soberba e grosseria.
A bicicleta é simpática, alegre, livre, útil, benéfica, limpa, cativante. E não é só isso: ela é uma das soluções para um dos maiores problemas sentidos por quem vive em médias e grandes cidades. E quem está dizendo isso não são, por invenção local, os cicloativistas coloniais, mas os governantes e habitantes das cidades reputadas como as mais desenvolvidas do mundo. E a bicicleta não atingiu esse status por pressão do mercado, mas por questões óbvias: ela é gritantemente mais generalizável do que o automóvel.
Assim sendo, Está ficando cada vez mais feio, vergonhoso, obsceno e desonroso, para quem está sentado em uma cadeira pública, desprezar a bicicleta (bem como os pedestres, os cadeirantes e o transporte coletivo). Construir ou reformar uma via pública movimentada sem instalar estruturas de segurança para ciclistas, convenhamos, não é apenas um esquecimento, é uma irracionalidade; rabiscar qualquer faixinha estreita e duvidosa à beira de uma rodovia, chamando isso de "ciclovia", admitamos, não é um ato passível apenas de queixa nos jornais, mais deveria ser de cassação do registro no CREA do seu responsável técnico; planejar uma cidade, seja seu ordenamento urbano a longo prazo ou seu orçamento plurianual, sem providências para a inclusão gradual da mobilidade de ciclística, reconheçamos, não evidencia incapacidade administrativa, mas negação do direito à cidade; um quarto do século após o final da ditadura, tratar como baderneiros os cidadãos que têm como último recurso o protesto na via pública, denunciemos, não é incompreensão política, é uma afronta à democracia; construir mais viadutos e as vias expressas para a insaciável fome de espaço dos carros, acusemos, constituir-se não em uma medida convencional, mas em uma subserviência escandalosa ao poder das elites o bom senso, desiludamo-nos, não prova a mentalidade atrasada dos sucessivos governos, mas que o dinheiro para a próxima campanha eleitoral fala mais alto do que qualquer compromisso social.
Esta cada vez mais difícil enganar a população - pelo menos aquela parte que busca meios de escapar da alienação. Notícias, exemplos de sucesso e opiniões diversas são manifestadas pela ampla rede mundial, instruindo a opinião pública sobre direitos sociais e pondo em xeque as verdades fabricadas pela imprensa privada, que não entende senão aos seus anunciantes, no cume dos quais estão os empreendimentos da cadeia produtiva automobilística.
A persistência dos governos constituídos nesse modelo excludente já não é mais tolerável, mas - nosso conhecimento da sociedade não nos permite pensar diferente - ainda cobrará muito sangue e despejará muita fumaça até iniciar uma conversão para a sustentabilidade. A condição para essa transformação é só uma: o crescimento de uma organização social competente e crítica para desmascarar o papel humilhante cumprido pelos mandatários eleitos.
Trata-se de uma tarefa de longo prazo não só porque a questão de mobilidade é complexa e envolve muitos interesses, mas porque a transformação desse setor está na dependência da transformação profunda nas estruturas do exercício do poder e da reconvenção das funções do Estado, que hoje passa de um guardião do lucro das corporações econômicas. Tal tarefa é digna e ao alcance do significado social das bicicletas e sábios serão os governos que aproveitarem-na para salvarem suas reputações.
(autor: André Geraldo Soares - Revista Bicicleta - Ano 02 - nº 15 - Março de 2012, p. 20.)
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